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terça-feira, 29 de junho de 2010

Bom Crioulo

Uma coragem inacreditavelmente grande tomou conta do senhor Adolfo Caminha quando escreveu, no século XVIII, Bom Crioulo. Quanta coragem hein meu caro? Merece sem dúvida alguma todo o mérito de um enorme escritor, pois sua escrita, sem nenhuma pequena sombra de dúvida foi muito, mas muito à frente de sua época, chegou aqui no século XXI, ou até adiante ainda, arrisco, porque até onde eu saiba e o que é explícitamente visível é que se passaram vários séculos e o preconceito continua praticamente o mesmíssimo de sempre, o que mudou foi a liberdade de expressão, isso foi que calou a boca de muitos, mas isso é diferente.
O preconceito continua relutante.
Mas leitores, foi realmente impressionante a coragem de Caminha de fazer uma obra para aquela época dizendo sobre o amor entre dois homens, e mais: esse amor era entre um homem branco e um negro, e para acabar de completar: esse amor se dá num ambiente militar! Acho que ja chega né? Se todos esses assuntos, em pleno ano de 2010 originam bate-bocas, preconceitos, repugnações, imaginem naquele tempo?

O fato é que o livro, que por sinal acabei de ler por motivo de (mais) um vestibular que esta por vir, é uma grandiosa obra que merece a devida leitura e atenção.


Desejo finalizar lhe fazendo uma pergunta: Você gosta de finais felizes?
E ja imagino sua resposta, que por sinal será outra pergunta: E quem não gosta?
Pois bem, isso é verdade, finais felizes nos emocionam, dão uma alegria eufórica momentânea, deixam uma mensagem liminar e subliminar de que tudo no final pode dar certo e de que todos seremos felizes para sempre. Muito bem! Finais felizes tem enorme importância na nossa vida, de fato.
Mas quando nos deparamos com o desfecho de Bom Crioulo, onde o mesmo em plena praça pública, em meio a pessoas insignificantes, mata a navalhadas o menino bonito, vistoso, bom marinheiro e de olhos extremamente azuis, nos da um susto, um choque, um espanto. E isso é muito bom, bom para refletirmos sobre muitas coisas em nossas vidas quem podemos alterar conforme podemos e conseguimos para evitar um desfeche como tal, por exemplo.


Confesso, que fiquei em choque quando fechei a última página do livro, sem exageros.
Sinceramente, gostei muito dessa ilustre obra de Caminha, a qual indico que leiam!
Se de repente você tambem achar a história repugnante, faça o seguinte (ja que não é o bastante o livro ter sido escrito ha três séculos atras): pegue um calendário atual e dê uma olhadinha no ano que esta escrito no mesmo, muito provavelmente será "2010", agora faça aquela continha que a professora de história te ensinou na escolinha e calcule o século, mais uma vez muito provavelmente você chegará a seguinte resposta: "século XXI" ou "21" como preferir. Meu amigo, é século XXI, ja passou da hora de acordar!


Bheyjhos e Kheyjhos!

2 comentários:

  1. Pra que conta o final do livro?!?!

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  2. Sinceramente, pensei sobre isso antes de postar.
    Mas a resposta é: Porque TODOS os resumos que você encontrar na Internet descrevem (até mais) explícitamente o desfecho, então minha consciência suspirou e aliviou-se.

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